Olá, vocês já perceberam que muitas pessoas em nosso cotidiano, e até mesmo nós, falam as seguintes frases: “a semana passou voando”, “o mês se foi”, “ nossa o natal chegou de novo”, “que isso o ano já acabou” parafraseando Rubens Alves o tempo foge, e como foge de nosso controle, criamos vários mecanismos e nada é capaz de controlar a fugacidade do tempo, hoje encontramos pessoas que são escravas do tempo, porque isso acontece? Será a consequência do nosso ativismo? Será que o problema é o tempo mesmo? Será que a culpa é nossa? Estas são as questões para o nosso diálogo.
Para iniciarmos nossa conversa é necessário entendermos quais são as dimensões ou formas que o homem criou para entender e marcar o tempo. Elas são as seguintes: a dimensão cíclica que pode ser exemplificada pelos conceitos de dia, noite, meses e estações; dimensões grandes e pequenas rupturas de tempos ou classificadas como eventos: natal, ano novo, nossos aniversários e até mesmo desastres e acontecimentos ruins que marcaram nossas vidas; a dimensão do tempo formal a mais simples: hora, minutos e segundos e a ultima dimensão é a dimensão que quase todas as pessoas não gostam a cumulativa representada pelo envelhecimento; esta última dimensão é a grande vilã das dimensões do tempo a qual ninguém pode fugir nem os mais bilionários, poderosos, bondosos, todos os homens da face da terra sofrem seus impactos.
O tempo como dimensão cumulativa é a questão que mais incomoda a todos nós, por várias questões; e principalmente em nossos dias de supervalorização da estética não queremos sofrer com os efeitos deste processo acumulativo.Em outras palavras, apesar de todo o desenvolvimento tecnológico a humanidade não conseguiu vencer um grande vilão - o envelhecimento - que é o impacto que o tempo faz com nosso organismo tanto internamente como exteriormente, mas a questão é que envelhecemos e não vemos, passam meses e anos e quando nós nos atemos além de parecer que foi muito rápido já é tarde de mais.Tal fato ocorre, e aí está o segredo que falta a todos nós entendermos o ciclo de nossas próprias vidas e pararmos de jogar a culpa no tempo.
O tempo aparentemente se tornou o senhor de nossas vidas: temos hora para acordar, para almoçar (quando temos tempo para isso) em especial para trabalhar, e assim este se torna o imperativo principal de nossas vidas, vivemos em função do tempo e das suas atividades demarcadas. Pensemos temos tempo para viver o hoje? Esta é pergunta crucial se soubermos respondê-la, o tempo não será mais o senhor de nossas vidas. Quem envelhece, quem vive, somos nós, devemos estar atentos a isso, não é o tempo que vive e nem é ele que interfere no nosso envelhecimento, somos nós que fazemos isso desde o surgimento da humanidade e devemos entender que o tempo não atua sobre nós, e sim nós que atuamos sobre nós mesmos, não sendo tempo o ator principal e sim um mero coadjuvante que devemos impor um script, no qual ele é um aliado, e não um inimigo.
O protagonista de nossas vidas somos nós e devemos entender que quase todas as ações que sofremos e efeito de reação de coisa que fizemos e o tempo é uma mera dimensão para organizarmos nossas ações e devemos entender que o tempo deve ser um escrevo nosso. Devemos determinar a ele que nas suas dimensões vamos aproveitar ao máximo para sermos felizes; aproveitando cada segundo para sermos protagonistas de nossas vidas e no fim dela não jogarmos a culpa no tempo ou em terceiros. Reconheceremos que somos nós os principais escritores de nossas historias e protagonistas da relação homem e tempo.
Prof. Marcos Bento