domingo, 13 de novembro de 2011

obrigado Deus

"Deus lhe deu um presente de 86.400 segundos hoje. Você usou um para dizer obrigado?" (William Arthur Ward)

amar

"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção."
(Antoine de Saint-Exupéry)

professor

"Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma arvore, com mais razão, não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma”. Jean Piaget

escola

"É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas idéias." [ Immanuel Kant ]

sábio!!!

"O sábio não se senta para lamentar-se, mas se põe alegremente em sua tarefa de consertar o dano feito." William Shakespeare

No caminho com Maiakóvski

“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

domingo, 10 de julho de 2011

O HOMEM E O TEMPO

Olá, vocês já perceberam que muitas pessoas em nosso cotidiano, e até mesmo nós, falam as seguintes frases: “a semana passou voando”, “o mês se foi”, “ nossa o natal chegou de novo”, “que isso o ano já acabou” parafraseando Rubens Alves o tempo foge, e como foge de nosso controle, criamos vários mecanismos e nada é capaz de controlar a fugacidade do tempo, hoje encontramos pessoas que são escravas do tempo, porque isso acontece? Será a consequência do nosso ativismo? Será que o problema é o tempo mesmo? Será que a culpa é nossa? Estas são as questões para o nosso diálogo.
Para iniciarmos nossa conversa é necessário entendermos quais são as dimensões ou formas que o homem criou para entender e marcar o tempo. Elas são as seguintes: a dimensão cíclica que pode ser exemplificada pelos conceitos de dia, noite, meses e estações; dimensões grandes e pequenas rupturas de tempos ou classificadas como eventos: natal, ano novo, nossos aniversários e até mesmo desastres e acontecimentos ruins que marcaram nossas vidas; a dimensão do tempo formal a mais simples: hora, minutos e segundos e a ultima dimensão é a dimensão que quase todas as pessoas não gostam a cumulativa representada pelo envelhecimento; esta última dimensão é a grande vilã das dimensões do tempo a qual ninguém pode fugir nem os mais bilionários, poderosos, bondosos, todos os homens da face da terra sofrem seus impactos.
O tempo como dimensão cumulativa é a questão que mais incomoda a todos nós, por várias questões; e principalmente em nossos dias de supervalorização da estética não queremos sofrer com os efeitos deste processo acumulativo.Em outras palavras, apesar de todo o desenvolvimento tecnológico a humanidade não conseguiu vencer um grande vilão - o envelhecimento - que é o impacto que o tempo faz com nosso organismo tanto internamente como exteriormente, mas a questão é que envelhecemos e não vemos, passam meses e anos e quando nós nos atemos além de parecer que foi muito rápido já é tarde de mais.Tal fato ocorre, e aí está o segredo que  falta a todos nós entendermos o ciclo de nossas próprias vidas e pararmos de jogar a culpa no tempo.
O tempo aparentemente se tornou o senhor de nossas vidas: temos hora para acordar, para almoçar (quando temos tempo para isso) em especial para trabalhar, e assim este se torna o imperativo principal de nossas vidas, vivemos em função do tempo e das suas atividades demarcadas. Pensemos temos tempo para viver o hoje? Esta é pergunta crucial se soubermos respondê-la, o tempo não será mais o senhor de nossas vidas. Quem envelhece, quem vive, somos nós, devemos estar atentos a isso, não é o tempo que vive e nem é ele que interfere no nosso envelhecimento, somos nós que fazemos isso desde o surgimento da humanidade e devemos entender que o tempo não atua sobre nós, e sim nós que atuamos sobre nós mesmos, não sendo tempo o ator principal e sim um mero coadjuvante que devemos impor um script, no qual ele é um aliado, e não um inimigo.
O protagonista de nossas vidas somos nós e devemos entender que quase todas as ações que sofremos e efeito de reação de coisa que fizemos e o tempo é uma mera dimensão para organizarmos nossas ações e devemos entender que o tempo deve ser um escrevo nosso. Devemos determinar a ele que nas suas dimensões vamos aproveitar ao máximo para sermos felizes; aproveitando cada segundo para sermos protagonistas de nossas vidas e no fim dela não jogarmos a culpa no tempo ou em terceiros. Reconheceremos que somos nós os principais escritores de nossas historias e protagonistas da relação homem e tempo.

Prof. Marcos Bento