A religião é um fenômeno que traz muitas interrogações e que para alguns filósofos proporcionou conclusões como a de que religião ajudou o homem a superar a mera animalidade. Dentre as conclusões a uma acerca da religião que é celebre a de Hegel:
Aquilo pelo qual o homem é homem, que o distingue do animal, é a consciência,o pensamento; mais precisamente isto: ele é espírito. O ponto do espírito se expande em múltiplas formas, e todas as diferentes ciências dele derivam, as artes e os infinitos entrelaçamentos de relações entre os homens, os interesses da vida política, usos e costumes, atividade e historicidade, gozos e tudo aquilo que para nós tem valor e merece consideração, que nos honra e dá satisfação, tudo aquilo no que o homem procura a sua vocação, as suas virtudes e a sua felicidade, de onde a arte e a ciência retiram o seu orgulho e a sua fama, as relações ligadas à sua e à sua vontade: tudo isso tem o seu ponto central na religião, no pensamento, na consciência, no sentimento de Deus. Ele é o ponto de partida e o ponto de chegada de tudo, onde tudo começa a ao qual tudo retorna [...] Dado que Deus é o principio e o termo do agir e do querer, então todos os homens e povos têm consciência de Deus, da substância absoluta como verdade que é a verdade em si mesmo (HEGEL apud MONDIN, 2005, p48) .
A palavra religião vem do latim: religio, formada pelo prefixo re (outra vez, de novo) e o verbo ligare (ligar, unir, vincular). A religião é um vínculo. O fenômeno religioso é eminentemente humano; não pode ser encontrado nos demais seres vivos, apenas no homem. Este é um ponto indiscutível, admitido até mesmo por Feuerbach que abre o ensaio “A essência do cristianismo” com o célebre parágrafo: “A religião repousa na distinção essencial entre homem e animal; os animais não têm religião. E bem verdade que os mais antigos naturalistas atribuíam ao elefante, entre outras louváveis qualidades, também a da religiosidade; mas a religião dos elefantes pertence ao reino das fabulas”. O fenômeno da religião abarca a humanidade tanto em espaço como em tempo e não apenas a este ou aquele grupo social de uma época histórica particular. É um fenômeno que assume proporções consideráveis. Para Cícero, o homem é naturalmente religioso, porque a realidade que o circunda, com o seu fascínio e com o seu terror, sugere a ele a existência de um Ser superior. E, segundo a bela definição de Max Scheler, o Homo-religiosus é “o homem que interiormente participa de Deus e da sua força” (MONDIN, 2005).
Prof Marcos Bento
o Homo-religiosus é “o homem que interiormente participa de Deus e da sua força” (MONDIN, 2005).
ResponderExcluira pura verdade,o principal caminho para uma vida religiosa saber que participamos de Deus e de sua força um dom que nem todos tem